Resumo do livro O Diário de Anne Frank

Resumo do livro O Diário de Anne Frank

Neste artigo você lerá um breve resumo do livro O Diário de Anne Frank. Conheça a seguir um pouco mais dessa história.

Conheça a história de Anne Frank

Escrito em formato de diário, “O Diário de Anne Frank” é um livro que traz anotações de uma garota de 13 anos. Ela poderia estar vivendo uma vida normal como qualquer adolescente se não fosse pelo fato de naquela época estar acontecendo a Segunda Guerra Mundial.

O diário considera-se um dos mais importantes livros biográficos da história.  Já que relata a veracidade sobre a guerra, os acontecimentos e o que viveram durante a fase nazista do país.

Anne Frank era alemã e judia e vivia com seu pai Otto Frank, sua mãe Edith e irmã Margot em Amsterdã, na Holanda. Visto que precisaram sair da Alemanha em 1933 devido às leis antissemitas da época, um preconceito principalmente contra os judeus.

Vivendo na Holanda

Após irem morar na Holanda, seu pai, Otto, começou a trabalhar como comerciante em uma fábrica, e logo depois se torna diretor do local. O que não demorou muito, pois quando a Alemanha invadiu a Holanda, Otto precisou ser destituído do cargo. Já que havia a proibição de que nenhum judeu poderia exercer cargos como presidentes ou diretores em alguma empresa. Suas filhas, Margot e Anne, precisaram mudar de escola onde só estudasse crianças judias. Quando completou 13 anos, Anne ganhou de seu pai o caderno no qual transformou em diário imediatamente.

Um dia, em 1942, vendo a situação fica cada vez pior e com medo de serem presas, Anne e sua família precisaram fugir. Portando, esconderem-se em um local nos fundos da fábrica onde seu pai trabalhava. Neste anexo havia de três andares, com dois quartos pequenos, uma sala grande, banheiro e sótão. A família de Anne precisou dividir com outra família de quatro pessoas, os van Pels, família de Hermann, amigo de Otto e com os bombardeios da guerra que aterrorizava a todos.

Recebendo ajuda

Otto contava com a ajuda de algumas pessoas que confiava, Victor Krugler, Miep Gies, Johannes Kleiman e Bep Voskuijl, para que pudessem sobreviver com alimentos que se traziam nos fins de semana, já que durante a semana a fábrica funcionava normalmente. Por isso eles precisavam limitar-se ao fazerem algo que causasse algum barulho durante o dia onde pudesse levar a descoberta do esconderijo. Sendo assim, mantinham silêncio absoluto, o que incluía não poder falar ou dar descarga no banheiro.

As quatro pessoas que ajudam as famílias também os informavam sobre o que estava acontecendo, noticiando sobre a guerra e política.

Com o tempo, ficava cada vez mais difícil para àqueles que ajudavam as famílias no esconderijo. As pessoas nas ruas que ajudavam com os alimentos  começaram a ficar com medo de serem descobertos e mortos pelos nazistas, o que deixava todos no esconderijo com pouco alimento para compartilhar.

Anne
Créditos: Isto é

Resumo do livro O Diário de Anne Frank

Nesse esconderijo, Anne passava muitas horas lendo e escrevendo em seu diário o que acontecia no seu dia a dia. Primeiramente contava sobre os nazistas no país, depois passou a escrever com mais frequência sobre como as coisas estavam cada vez piores para os judeus. Começou a se afeiçoar a Peter, filho de Hermann, por quem no começo não gostava, mas depois de mudar de opinião sobre o garoto, começaram a ter um relacionamento. Além disso, também contava sobre seus conflitos com sua mãe e irmã.

Durante esse período, Anne não deixava de sonhar com dias melhores e sua liberdade, a menina fazia planos para quando o momento chegasse: queria voltar para a escola, se tornar jornalista e viajar pelo mundo. Com esse propósito e também após ouvir uma transmissão de quê quando a guerra acabasse, recolheriam as anotações escritas pelo povo que sofreu com a repressão do governo nazista. Assim ela começa a reescrever seu diário que carinhosamente o chama de “Kitty”, criando outros nomes para as pessoas que viviam no anexo.

A Família Frank é descoberta

As famílias ficaram escondidas durante dois anos até que foram descobertos pelo Gestapo, polícia secreta que trabalhava para a Alemanha nazista. Levaram-nos, então, para os campos de concentração, separando Otto de sua família.

Anne, sua mãe e irmã foram para Auschwitz, local onde também era um campo de extermínio, já que quem não era apto para trabalho imediatamente enviava-se para a câmera de gás.

Na prisão, Anne passou a fazer trabalho forçado, as péssimas condições de higiene resultaram em Anne sarnas pelo corpo e acabou contraindo tifo durante a epidemia que acontecia na época.

Anne morreu em 1945, com apenas 15 anos.

Publicação do Diário

Depois que levaram a família para o campo de concentração, Miep Gies e Bep Voskuijl voltaram até o esconderijo e encontraram o diário de Anne e outros pertences da família que foram entregue para o seu pai, Otto, único sobrevivente da família, que retornou para Holanda.

Otto então, ao ler o diário da filha, tarefa que para ele foi extremamente doloroso recordando momentos que viveram naquele anexo, viu o desejo da menina de ser escritora e passa a considerar a ideia de tornar público seus escritos.

O diário passou a ter duas versões, a “versão A” a versão original e “versão B”, para que assim pudesse ser publicado. Algumas partes do diário Otto removeu, como onde Anne critica seus pais e sobre sua sexualidade.

Foi para Annie Romein-Verschoor que Otto mostrou o diário de Anne, a historiadora tentou publicá-lo, mas não obteve sucesso, decidiu então entregá-lo Jan Romein, seu marido, que escreveu um artigo sobre o diário no jornal do país. O artigo despertou interesse de várias editoras e a primeira publicação aconteceu em 1947, com o título “Het Achterhuis”.

 

Diário de Anne Frank
Créditos: Não me Khalo

Novos trechos encontrados

O livro possui tradução para diversos outros idiomas desde a sua publicação. Em 1999, Cornelis Suijk havia anunciado que possuía os trechos dos quais Otto havia retirado do diário e entregue a ele antes de morrer em 1980. Os trechos foram entregues para o Instituto Neerlandês de Documentação de Guerra assim como possuem os manuscritos originais do diário. Após isso, a inclusão de tais trechos passou a fazer parte das novas edições do livro.

Em 1957, surgiu “Fundação Anne Frank” com intuito de arrecadar fundos para que o edifício Prinsengracht. Conhece-se atualmente como “Casa de Anne Frank” e com isso, torna-se um local público.

Três anos depois, “Casa de Anne Frank” foi aberta. Lá se encontra ainda alguns pertences pessoais daqueles que viveram no anexo e o prédio ao lado foi comprado para que pudessem abrigar o manuscrito. Os direitos autorais do diário são exclusivamente para “Fundação Anne Frank”, que além de manter “Casa de Anne Frank” também defende a luta contra o racismo e antissemitismo.

Adaptações

A primeira adaptação ao cinema aconteceu em 1959, nos Estados Unidos, com o título “The Diary of Anne Frank”. O filme foi indicado ao Oscar de 1960, em nove categorias e vencendo três, entre elas Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor direção de arte – p&b e Melhor fotografia – p&b.

Em 2009 o diário ganhou uma versão britânica, produzida pela BBC e em 2016 uma versão austríaca.

 

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Vitoria Azevedo

Vitoria Azevedo

Sou formada em Letras-Espanhol e minha paixão pela leitura vem desde criança. Meus livros favoritos são de fantasia, romance de época e ficção científica. Siga meu instagram literário: @desveloliterario

Um comentário em “Resumo do livro O Diário de Anne Frank

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