Resumo do livro Iracema: Romance indianista de José de Alencar

Resumo do livro Iracema: Romance indianista de José de Alencar

Leia o resumo do livro Iracema, considerado um dos maiores clássicos da literatura Brasileira. Escrito por José de Alencar (1829-1877) e publicado em 1865, Iracema faz parte da trilogia do autor no romance indianista junto com “O Guarani“ (1857) e “Ubirajara” (1874).

Iracema trata-se de um romance que conta a história de Iracema, a virgem dos lábios de mel, uma índia que faz parte da tribo Tabajara e é filha do pajé Araquém. Com ela, guarda o segredo da Jurema, uma receita de bebida alucinógena. Martin é um colonizador português que vive na tribo Pitiguara, que é a tribo inimiga de Tabajara.

Esse livro sempre está presente em provas de vestibulares e concursos, tornando assim sua leitura obrigatória para quem pretende ingressar na faculdade. Dessa forma, preparamos um resumo do livro Iracema para você.

Resumo do livro Iracema: Romance Indianista

Aqui começa nosso resumo sobre o livro de Iracema, uma das obras mais conhecidas de José de Alencar. A história começa quando Martin se perde por três dias pela mata ao estar caçando com Poti, seu amigo e chefe da tribo Pitiguara. Iracema, que estava banhando-se no rio, se assusta com a chegada do desconhecido e rapidamente pegando seu arco e flecha, ataca o homem.

Percebendo que o rapaz não iria lhe fazer mal, ela o ajuda, dando-lhe um pedaço da flecha como sinal de paz. Martin, então, ajudado por Iracema caminha até a tribo Tabajara, onde o rapaz é recebido com hospitalidade pelos índios da tribo, inclusive pelo pajé, tornando-se um convidado.

Ao ser oferecido mulheres para servirem Martin, o guerreiro pergunta o motivo pelo qual não pode ser Iracema, e a moça lhe diz que guarda o segredo da Jurema e por isso precisa manter-se virgem.

Naquela mesma noite, após sua chegada, Martin planeja partir, mas Iracema o impede, pedindo que aguarde o retorno de seu irmão Caubique, para que assim lhe ajude na mata.

Nesse meio tempo, os dois passam a ficarem mais próximos, e dessa aproximação nasce uma forte atração entre os dois. Aproximação que incomoda o guerreiro Irapuã, que é apaixonado por Iracema e até planeja matar Martin ao ver ambos tão próximos.

Fuga de Iracema e Martin

Um dia, ainda na tribo Tabajara, Iracema percebe que Martin estava triste e o guerreiro conta que sente saudades de seus parentes. Iracema lhe oferece a bebida, dizendo-lhe que assim ele poderia rever àqueles que sentia saudades. Martin ao beber, começa a ter alucinações e dessa forma, ele sonha que faz amor com Iracema, algo que de fato aconteceu: ele e Iracema ficam juntos por uma noite. Iracema quebra o juramento de castidade, o que significa a sentença de morte. Imediatamente, Martin decide partir, antes que alguém descubra o que de fato aconteceu.

Na tribo, Martin escuta o canto de Poti, seu amigo que o procurava. Iracema, então, vai ao encontro de Poti para que planejem uma forma de Martin poder sair da tribo em segurança. Porém, a tribo Tabajara acaba indo atrás de Martin e Iracema, o que os guerreiros de Tabajara não esperavam era que a tribo Pitiguara estava por perto, para garantir que Martin fugisse com segurança.

Nesse momento acontece o enfrentamento entre as tribos. Iracema presencia a morte de seus irmãos e sofre com a derrota de sua tribo, mas não desiste de fugir com Martin.

Iracema e Martin
Créditos: Casa de Bits

Final da história

Martin e Iracema vão viver afastados das duas tribos, em uma cabana. Com o tempo, Martin adota o nome indígena Coatiabo. Contudo, parece ficar ainda menos interessado por Iracema e sentindo ainda mais a saudade de seu país. No entanto, sabe que não pode levar Iracema junto com ele. Martin começa a ir para diversas batalhas, já que lutava ao lado da tribo Pitiguara, deixando Iracema sozinha, o que a faz ficar cada vez mais triste.

Durante uma das ausências de Martin que Iracema descobre que esta grávida. Entretanto, a maior parte de sua gestação ela passa sozinha, o que não é fácil para a índia que também precisou lidar com o parto sem o marido ao lado. Nasce filho de Iracema e Martin, Moacir, que significa filho da dor.

Quando Martin volta de uma das batalhas, Iracema está extremamente debilitada e entrega Moacir para o pai e morre em seguida nos braços do amado.

O livro ganhou adaptação para o cinema em 1979 com nome “Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel”.

Romance indianista

O Romance indianista na literatura usa um herói nacional, ou seja, um personagem no qual seja produto original daquele país. Sendo assim, o índio é a escolha para mostrar representatividade, já que o branco era visto como um colonizador e o negro visto como escravo. Entretanto, o índio habitava o Brasil diversos séculos atrás, o que o torna um representante legítimo da América e tal gênero passa a valorizá-lo. O índio também surge sendo um personagem corajoso, valente e guerreiro.

O romance indianista fez parte da primeira geração do romantismo, iniciado em 1836 até 1852. Nos romances indianistas se destacam as características como: exaltar beleza da natureza, cultura, costumes e crenças indígenas, as falas coloquiais, geralmente usando à linguagem tupi, o contato entre os índios e o europeu.

Iracema O Guarani Ubirajara
Créditos: Amantes da Literatura

Autores e obras indianistas

Autores como Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias e José de Alencar, foram de grande importância para o gênero. Gonçalves Dias publicou um dos famosos poemas indianistas, “I Juca Pirama“ (1851), que conta a história de um índio que é o único sobrevivente da sua tribo. Ele acaba sendo capturado por outra tribo chamada timbira e deve morrer através de um ritual.

Gonçalves de Magalhães escreveu “A Confederação dos Tamoios” (1857). Um poema que relata os conflitos da tribo Tamoios com os europeus contra a escravização dos indígenas.

Porém, esse gênero ganhou mais destaque através de José de Alencar, no qual é o autor da trilogia indianista “O Guarani”, “Iracema” e “Ubirajara”.

Em “O Guarani”, Alencar retrata o contato entre índios e europeus. Além de uma história de amor entre o índio Peri e a filha de um português, Cecília.

Com “Ubirajara” o autor tenta reconstruir sua imagem, destacando apenas o índio e sua cultura. O indianismo também retratou-se em obras de arte, no qual o índio retratava-se em situações como morte, morrendo ou em sofrimento. Algumas obras famosas do movimento indianismo são “O Último Tamoio” (1883) de Rodolfo Amoedo, “Moema” (1886) de Vitor Meirelles.

O que achou do nosso resumo do livro Iracema? Deixe um comentário com a sua opinião e aproveita para ler o resumo de Senhora, outro grande livro de José de Alencar.

Vitoria Azevedo

Vitoria Azevedo

Sou formada em Letras-Espanhol e minha paixão pela leitura vem desde criança. Meus livros favoritos são de fantasia, romance de época e ficção científica. Siga meu instagram literário: @desveloliterario

Um comentário em “Resumo do livro Iracema: Romance indianista de José de Alencar

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