Resumo do livro Éramos Seis de Maria José Dupré

O resumo do livro Éramos Seis nos ajuda a refletir sobre a família e o sentido da vida. O Escritora de Sucesso traz a história do livro, o contexto histórico em que a obra se passa e como isso está relacionado com a vida da família Lemos e de sua protagonista: Dona Lola.
Publicado em 1943 na Série Vaga-Lume, coleção de livros voltados para o público infanto-juvenil, a narrativa conta a história da família Lemos, a qual viveu em São Paulo entre os anos de 1914 e 1942. Com linguagem simples, a autora Maria José Dupré emociona com as situações do cotidiano e gera identificação com os leitores, já que fala, antes de tudo, sobre pertencer à uma família.
Resumo do livro Éramos Seis capítulo por capítulo
Resumo do livro Éramos Seis capítulo por capítulo traz à tona não apenas os acontecimentos da narrativa, mas os sentimentos mais profundos de uma família brasileira que, como tantas outras, enfrentou desafios financeiros, afetivos e sociais ao longo de décadas.
A história é narrada por Dona Lola, uma mulher forte, sensível e resiliente, que, mesmo diante das perdas, tenta manter a união da família. A cada capítulo, conhecemos melhor os integrantes da casa dos Lemos e testemunhamos a lenta e dolorosa transformação daquela que era uma família feliz.
Capítulo 1 – A casa da Avenida Angélica
O primeiro capítulo apresenta a casa dos Lemos, localizada na Avenida Angélica, em São Paulo. É o lar onde vivem Dona Lola, seu marido Júlio, e os quatro filhos: Carlos, Alfredo, Isabel e Julinho. A casa representa o sonho de estabilidade da família, ainda que seja fruto de um financiamento apertado. Desde o início, percebe-se que Lola é o pilar da família, sempre preocupada com o bem-estar de todos.
Nesse momento inicial, o leitor tem a impressão de que tudo está bem, apesar das dificuldades financeiras. Júlio trabalha no comércio e tem um temperamento rígido, especialmente com Alfredo. Os filhos têm personalidades distintas, o que já anuncia futuros conflitos. A casa, repleta de vida, risos e pequenos problemas do dia a dia, é quase um personagem à parte.
Capítulo 2 – As primeiras perdas
Neste capítulo, os primeiros sinais de mudança começam a surgir. Júlio adoece de forma repentina e, apesar dos esforços de Lola, seu estado de saúde se agrava. Ele acaba falecendo, deixando a família abalada emocional e financeiramente. A perda de Júlio marca o fim de uma era na vida dos Lemos e o início de uma fase mais dura para Lola.
Com a morte do marido, Lola precisa assumir ainda mais responsabilidades. Ela passa a costurar para fora, tentando sustentar os filhos e manter a casa. A partir daí, a figura materna se agiganta, enfrentando com coragem a nova realidade, mesmo enquanto se despede de suas próprias ilusões de estabilidade.
Capítulo 3 – Os filhos crescem e se distanciam
Com o tempo, cada filho começa a seguir seu próprio caminho, muitas vezes em direções que Lola não esperava. Carlos, o filho mais responsável e apegado à mãe, morre jovem, o que causa imensa dor a todos, especialmente a ela. Julinho decide se casar e mudar para o Rio de Janeiro, demonstrando ambições financeiras que o afastam do núcleo familiar.
Alfredo, por sua vez, rompe completamente com a família e vai embora após constantes desentendimentos com o pai e a própria mãe. Isabel, a filha mais nova, cresce sob as tensões da casa e vive um relacionamento que é motivo de grande preocupação para Lola. Cada um dos filhos, de algum modo, abandona o lar e a mãe, o que contribui para o sentimento de solidão que vai tomando conta da narrativa.
Capítulo 4 – A venda da casa
Um dos momentos mais simbólicos do livro ocorre quando Lola, já fragilizada pela velhice e pela ausência dos filhos, é obrigada a vender a casa da Avenida Angélica. Esse ato representa a quebra definitiva da unidade familiar. A casa, que antes abrigava risos, almoços em família e a esperança de dias melhores, torna-se um espaço vazio e silencioso.
A venda não é apenas financeira, mas emocional. É como se Lola estivesse abrindo mão do último elo com os dias felizes. A descrição desse momento é especialmente comovente, pois retrata não só a perda de um bem material, mas de toda uma história de vida. Lola se vê, então, obrigada a ir morar com parentes, vivendo de forma modesta e dependente.
Capítulo 5 – O silêncio e a solidão
No capítulo final do resumo do livro Éramos Seis, Lola vive com uma irmã em uma casa pequena e simples. A imagem que se tem agora é de uma mulher que lutou muito, mas terminou sozinha, sentindo saudades do que viveu, das pessoas que amou e das memórias que construiu. A narrativa fecha com um tom melancólico, porém realista, mostrando que a vida é feita de ciclos que nem sempre se encerram como gostaríamos.
Lola lembra constantemente da frase “Éramos seis”, referindo-se ao tempo em que a família ainda era unida. Esse eco do passado ressoa com força ao longo da obra e, no fim, permanece como uma cicatriz que nunca cicatriza por completo. O desfecho não é feliz, mas é profundamente humano e verossímil, retratando a solidão comum a tantas mulheres que viveram para os outros.
Qual é o conflito da história Éramos Seis?

A vida da família Lemos muda repentinamente com a morte do pai e provedor Júlio, o que morre jovem devido a uma úlcera estomacal e prestes a pagar a última prestação da casa. Nesse momento, os quatro filhos são jovens e adultos e começam a traçar seus próprios caminhos. Sendo assim, percebemos que a morte de Júlio interfere na união da família e, principalmente, em sua sobrevivência.
Dona Lola e o trabalho feminino
Por necessidade, Dona Lola começa a fazer comidas e doces para complementar a renda. É interessante perceber como ela nunca deixou de trabalhar: antes de preparar comida para vender, ela trabalhava como costureira. Além disso, percebemos a importância do trabalho feminino – o qual costuma ser inferiorizado na sociedade da época e, ainda assim, acaba sustentando a família.
Carlos, o filho mais velho, desiste de cursar a Faculdade de Medicina para ajudar a mãe com as despesas da casa. Com isso, o personagem demonstra o seu caráter solidário e responsável, desistindo de um sonho alcançado a pouco tempo. Além disso, aprofunda os seus laços com a mãe a partir desta decisão.
Alfredo é um jovem de personalidade forte que acaba se identificando com o comunismo e começa a participar de reuniões sobre o tema. Essa atitude não é bem vista na época e sua mãe fica preocupada com ele, mesmo sem entender o que é o comunismo. Em meio ao seu envolvimento com esta ideologia política, ele entra em uma briga e precisa deixar o país, abandonando a sua família.
Julinho assume o trabalho do pai após a sua morte e acaba sendo promovido, indo morar no Rio de Janeiro e constituindo sua própria família. Dessa forma, ele se afasta da família e conquista as suas aspirações financeiras.
Isabel, a única filha de Lola, tem uma postura semelhante à de Alfredo. Ela tem um espírito livre, o qual acaba sendo contido porque ela é uma mulher no início do século XX. Entretanto, ela se apaixona por um homem divorciado e foge com ele, devido a críticas da família e da sociedade. Dessa forma, ela também perde os laços com a família e surge uma mágoa entre ela e a mãe.
Como termina o livro Éramos Seis?
Com a partida de seus três filhos e seu marido, Lola e Carlos são os únicos da família que ficam na casa. Por conta do companheirismo, eles acabam construindo um laço muito forte. Entretanto, Carlos morre antes da mãe.
Carlos morre de úlcera estomacal, a mesma doença que levou o seu pai à morte. Com isso, Lola vai morar em uma pensão religiosa enquanto espera a chegada de sua morte.
No final do livro Éramos Seis, Lola reflete sobre as mudanças na trajetória de sua família a partir dos doces enviados por sua irmã Clotilde no dia de seu aniversário. Antigamente, a irmã enviava seis caixas de figos cristalizados, seis latas de goiabada em calda, seis tijolos de pessegada. Neste último aniversário, ela enviou apenas uma caixa de figos, uma lata de goiabada e um tijolo de pessegada.
Éramos Seis: Quem adaptou para TV?
A história narrada por Dona Lola foi adaptada para cinco telenovelas: em 1958 na TV Record, em 1967 e 1977 na TV Tupi, em 1994 na TV SBT e em 2019 na Rede Globo.
Silvio de Abreu adaptou o romance para a TV em 1977, o qual foi revisitado em 1994 e em 2019 pelo SBT e a Rede Globo, respectivamente. Nesta adaptação, o autor de telenovela acrescentou a continuação de “Éramos Seis”, Dona Lola, como uma referência para a novela.
Dona Lola é uma continuação de “Éramos Seis” que fala sobre o que aconteceu na vida dos personagens após 1943.
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Perguntas frequentes sobre resumo do livro Éramos Seis
O que fala o livro Éramos Seis?
O livro Éramos Seis conta a história de Dona Lola, uma mulher simples e batalhadora, que narra com doçura e dor a trajetória de sua família ao longo dos anos. A obra revela o dia a dia de uma família de classe média paulista e mostra como o tempo, as perdas e os conflitos vão desfazendo, pouco a pouco, os laços que antes pareciam eternos. É uma narrativa sobre amor, sacrifício e a solidão silenciosa da maternidade.
Qual é a história da novela Éramos Seis?
A novela Éramos Seis, inspirada no livro de Maria José Dupré, acompanha Lola e sua família, da juventude dos filhos até o envelhecimento solitário da mãe. A trama mostra as dificuldades financeiras, os sonhos frustrados, as mortes e os distanciamentos que marcam a vida da protagonista. A novela mantém o tom melancólico da obra original, mas em algumas versões oferece desfechos um pouco mais suaves e esperançosos.
O que acontece no final do livro “Éramos Seis”?
No final do livro, Lola está idosa, fragilizada e sozinha, morando com uma irmã depois de vender a casa da família. Todos os seus filhos seguiram caminhos distantes, e a mãe, que antes vivia para cuidar de todos, passa a conviver com a ausência de cada um. A narrativa termina de forma triste, mas realista, com Lola lembrando dos tempos em que eram seis — um tempo que já não volta mais.
O que acontece com Lola em Éramos Seis?
Lola termina a história em uma condição de solidão silenciosa. Depois de perder o marido, os filhos se afastam aos poucos, cada um tomado por sua própria vida. Ela é obrigada a vender a casa onde viveu tantos momentos e acaba sendo acolhida por uma irmã. Sua força permanece, mas agora é uma mulher marcada pelas memórias, vivendo da lembrança dos dias em que a casa era cheia e o coração também.