resenha A Bela e a Fera

A Bela e a Fera: a versão em livro revela sentimentos e segredos que o filme da Disney nunca mostrou

A clássica história de A Bela e a Fera ganhou uma nova dimensão quando foi adaptada para livro por Elizabeth Rudnick, inspirada no famoso live-action da Disney estrelado por Emma Watson, lançado em 2017.

Publicada no Brasil em 2020 pela editora Universo dos Livros, essa versão literária vai além da narrativa do filme. Embora siga a mesma base da adaptação cinematográfica, o livro apresenta algo que o cinema não consegue mostrar com tanta profundidade: os pensamentos e emoções dos personagens.

Para quem ama contos de fadas, especialmente essa história, a experiência de leitura revela detalhes inéditos e nuances emocionais que tornam a trama ainda mais rica.

Se você já assistiu ao filme, pode até imaginar que conhece bem a história. Mas a verdade é que o livro traz novos olhares sobre Bela, a Fera e até mesmo a feiticeira que lançou o feitiço.

Resenha de A Bela e a Fera: o que o livro revela além do filme

Logo nas primeiras páginas, somos apresentados ao príncipe antes de sua transformação. Diferente do que muitos imaginam, o livro aprofunda bastante o caráter arrogante do jovem nobre.

Ele é descrito como um amo cruel, mimado e grosseiro, que tratava os criados do castelo com desprezo e acreditava que apenas a beleza tinha valor.

Quando Ágata, a feiticeira disfarçada de mendiga, aparece em seu castelo pedindo abrigo, o príncipe reage com desprezo:

“Você não entende, sua velha? Este é um lugar para a beleza. Você é feia demais para o meu castelo. Para o meu mundo. Para mim.”

Essa atitude desencadeia a famosa maldição que transforma o príncipe em Fera e condena todo o castelo ao feitiço.

Bela: uma protagonista incompreendida na própria aldeia

Enquanto isso, na pequena aldeia onde vive, Bela é vista como uma estranha.

Seu amor pelos livros e pela leitura faz com que os moradores a considerem diferente. Muitos acreditam que ler é perda de tempo, o que a coloca à margem da sociedade local.

Além disso, Bela nasceu em Paris, algo que reforça ainda mais a sensação de que ela não pertence totalmente àquela comunidade.

Mesmo assim, ela mantém um desejo simples e profundo: encontrar alguém que compartilhe seu amor pelas histórias.

“Apenas uma vez, Bela pensou, eu gostaria de conhecer alguém que quisesse ouvir a história de Romeu e Julieta.”

O pai de Bela, Maurice, também oferece um conselho importante que revela muito sobre a mentalidade da aldeia:

“As pessoas que falam pelas costas dos outros estão destinadas a permanecer ali.”

Um detalhe surpreendente: Bela e Ágata são amigas

Um dos pontos mais interessantes da adaptação literária é a relação entre Bela e Ágata.

Diferente do que vemos no filme, o livro mostra que a jovem tem uma relação próxima com a mendiga que vive na aldeia. Bela frequentemente compra pão e geleia para ela, demonstrando gentileza e empatia.

Esse detalhe ganha grande importância mais tarde, pois sugere que a feiticeira já havia percebido algo especial em Bela muito antes de tudo acontecer.

Diferenças entre o filme e o livro de A Bela e a Fera

Embora a história central seja a mesma, o livro apresenta várias diferenças interessantes em relação ao filme.

Uma delas ocorre quando Bela ensina uma menina da aldeia a ler. No livro, os aldeões ficam indignados ao perceberem isso e começam a repreendê-la.

Nesse momento, Gaston dispara um tiro para o alto, tentando agir como herói. Porém, em vez de ajudá-la, a situação só se torna mais tensa.

No filme, a reação da aldeia é diferente: os moradores derrubam a roupa que Bela estava lavando como forma de punição.

Outra mudança curiosa está na forma como os criados do castelo enxergam a maldição. No livro, muitos deles não se sentem culpados, mas sim ressentidos por terem sido amaldiçoados junto com o príncipe.

A transformação da relação entre Bela e a Fera

O momento em que a Fera presenteia Bela com a biblioteca do castelo continua sendo um dos mais marcantes da história.

A partir dali, o relacionamento entre os dois começa a mudar. No livro, essa transformação acontece de maneira ainda mais gradual.

Bela passa a incentivar a Fera a participar mais da vida no castelo e interagir com os criados. Os dois também fazem piqueniques, algo que não aparece no filme.

Com o tempo, Bela começa a perceber algo diferente na criatura que inicialmente a assustava. Em seu diário, ela escreve que já não vê mais um monstro, mas um homem.

O confronto final com Gaston

Na parte final da história, o livro apresenta uma diferença importante.

Durante o confronto no castelo, Bela enfrenta Gaston diretamente. Ela tenta tirar a arma de sua mão e, ao perceber que não consegue, quebra suas flechas para impedir que ele continue atacando.

Essa cena não aparece no filme e reforça ainda mais a coragem da personagem.

A teoria que muda tudo: Ágata planejou o destino de Bela?

Um dos elementos mais fascinantes da versão literária é a sugestão de que Ágata pode ter planejado tudo.

Ao observar a aldeia por tanto tempo, a feiticeira percebeu que Bela era a única pessoa capaz de enxergar bondade onde os outros viam apenas aparência.

Enquanto todos tratavam a mendiga com desprezo, Bela sempre demonstrava compaixão.

Isso levanta uma hipótese intrigante: talvez a feiticeira já soubesse que apenas Bela poderia ensinar o príncipe a amar de verdade.

O momento mais emocionante da história

Quando a Fera é gravemente ferida por Gaston, o livro mergulha profundamente nos pensamentos de Bela.

O medo de perdê-lo faz com que ela perceba algo que antes ainda não tinha coragem de admitir.

“Contra todas as probabilidades, a Fera havia lhe mostrado a beleza verdadeira. Ele lhe mostrara que tudo bem ser diferente.”

Essa é uma das passagens mais emocionantes da história, pois revela o verdadeiro significado da narrativa: ver além das aparências.

Epílogo: o destino de Bela depois do felizes para sempre

O filme termina com o casamento do casal, mas não mostra o que acontece depois.

O livro, porém, traz um epílogo que revela o futuro de Bela e do príncipe.

Agora livre da maldição, o casal decide explorar o mundo e viver novas aventuras longe da aldeia.

Bela também tem um projeto especial: usar a biblioteca do castelo para ensinar leitura às crianças da região.

Assim, ela não se limita ao papel de princesa. Em vez disso, escolhe compartilhar aquilo que sempre valorizou, o poder transformador dos livros.

Se você gosta de histórias clássicas reinterpretadas, vale muito a pena conhecer essa versão literária de A Bela e a Fera.

Veja também: Resumo do livro O Menino do Dedo Verde

12 comentários em “A Bela e a Fera: a versão em livro revela sentimentos e segredos que o filme da Disney nunca mostrou”

  1. Eu nunca tinha pensado em ler o livro da Bela e a fera, mas agora com essa resenha, mesmo sabendo a história, estou com muita vontade. Esse último filme eu também não assisti pra poder comparar, mas só pelo livro ter epilogo já conta ponto comigo haha

    @quoteseplots

  2. A Bela e a Fera é um dos meus filmes favoritos, eu já queria comprar o livro, mas dps dessa resenha eu tenho certeza, amei 😍

  3. Eu já assisti várias adaptações,porém nunca li o livro,ele parece ser bem legal e contar coisas que não vemos nos filmes

  4. É um filme muito bom tanto na parte técnica quanto nas atuações. Eu tava bem por fora que tinham feito um livro dele e já vou pegar pra ler pq vai complementar demais a minha experiência com a história. E com certeza a bruxa planejou tudo.

    IG : @jordy.medeiros

  5. Eu simplesmente amo a bela e a fera, mas não estou muito interessada em ler esse livro por enquanto, mas me parece ótimo por mostrar o sentimento do personagem nas cenas
    Ig:coutinho_.jaine

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