Programação segue até 10 de novembro, com debates sobre desinformação, experiências docentes e recursos para o planejamento escolar.
A educação midiática para professores está na programação da 4ª Semana Brasileira de Educação Midiática, realizada de 4 a 10 de novembro de 2026. Para quem deseja acompanhar as próximas atividades, a agenda prevê transmissões sobre desinformação climática, experiências universitárias e práticas desenvolvidas em escolas.
Além dos encontros, os docentes podem consultar recursos pedagógicos para preparar atividades sobre leitura crítica, cidadania digital e circulação de informações. O acesso a esses materiais permite trabalhar o assunto também depois da semana.
Quais atividades online ainda estão previstas?
A programação divulgada pela Secretaria de Comunicação Social, que concentra os caminhos para a agenda e os materiais, apresenta estas opções:
- 9 de novembro, das 10h às 11h30: webinário “Educação Midiática e Territórios: Ferramentas Práticas contra a Desinformação Climática”, no canal da Fundação Amazônia Sustentável.
- 9 de novembro, das 16h às 18h: webinário “PET – Integridade da Informação: experiências universitárias no enfrentamento à desinformação”, no canal do Ministério da Educação.
- 10 de novembro, das 19h às 20h: live “Como promover educação digital e midiática em sala de aula?”, no canal da Safernet.
A última conversa prevê a participação de professores com práticas reconhecidas, compartilhando estratégias, dificuldades e experiências de integração do tema ao currículo. É uma opção diretamente relacionada ao planejamento docente.
Ao abrir a agenda, localize a atividade e siga o acesso ao canal indicado. Confira eventuais atualizações antes da transmissão.
Quais encontros são presenciais?
A formação sobre desinformação de 6 de novembro, na EAPE, no Distrito Federal, consta como evento fechado ao público, diferentemente das transmissões indicadas.
Para 10 de novembro, o encerramento está previsto no GET Audiovisual, na Escola Municipal Camilo Castelo Branco, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro. A programação inclui debate sobre a trajetória da educação midiática, lançamento de diretrizes municipais e apresentação de trabalhos da rede.
Quem pretende acompanhar presencialmente deve confirmar com a organização as condições de acesso ao encontro escolhido.
Onde encontrar materiais de educação midiática para professores?
Na página principal do evento, a seção de inspiração para atividades oferece acesso ao Repositório de Educação Midiática. O acervo organiza recursos por temas, como combate à desinformação, cidadania digital, proteção de dados, jornalismo nas escolas e direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Há também uma coleção relacionada a meio ambiente e mudanças do clima. Essas divisões ajudam o professor a procurar um recurso compatível com o conteúdo que já está trabalhando.
Antes de selecionar um material, confira autoria, data, público indicado e formato. Leia a proposta completa para decidir quais trechos cabem na turma e quais adaptações serão necessárias.
Uma sugestão é registrar o recurso escolhido, o objetivo da aula e a produção esperada dos estudantes. O modelo de plano de aula completo pode apoiar essa organização.
Proposta de aula: uma mensagem resiste à comparação de fontes?
A sequência a seguir é uma proposta autoral, pensada para os anos finais do Ensino Fundamental, com duração sugerida de duas aulas de 50 minutos.
O objetivo é comparar uma afirmação com documentos que permitam verificá-la, identificando autoria, data, contexto e evidências. Para explicitar esse foco no planejamento, consulte os exemplos de objetivos de aprendizagem.
Prepare três cartões fictícios, identificados como simulação didática:
- Uma mensagem: “Todas as aulas da cidade foram suspensas nesta semana”.
- Um comunicado: “A Escola Horizonte suspendeu as atividades de segunda-feira para manutenção”.
- Um calendário: “As demais unidades mantêm o funcionamento regular”.
Na primeira aula, entregue apenas a mensagem inicial. Peça que os grupos indiquem quais informações precisam conferir antes de compartilhá-la. Depois, apresente os outros cartões com datas e autoria fictícias claramente assinaladas.
Cada grupo deverá responder: quem publicou cada texto? A qual escola e período ele se refere? A mensagem ampliou uma informação restrita? Qual documento sustenta a conclusão?
Na segunda aula, proponha uma reescrita da mensagem, preservando os limites do comunicado. A turma pode explicar por que “uma escola” e “todas as escolas” produzem sentidos diferentes.
Se houver acesso à internet, acrescente uma busca orientada por um comunicado público real, previamente selecionado. Sem conexão, trabalhe com cópias impressas que preservem endereço, data e identificação do responsável.
Como avaliar a atividade e continuar o trabalho?
Peça uma resposta individual curta: “Qual informação você corrigiu e em qual evidência se apoiou?”. Observe se o estudante identifica a generalização, reconhece o recorte temporal e justifica a correção com um documento.
Reserve espaço para revisar respostas que acertam a conclusão, mas ainda apresentam justificativas vagas. Essa retomada permite acompanhar como cada aluno construiu o raciocínio.
Depois, escolha uma transmissão ou um recurso do repositório para aprofundar uma dificuldade observada na turma.
Qual dificuldade aparece mais nas suas aulas: localizar a fonte, conferir a data ou perceber uma informação retirada de contexto?
Professora formada em Letras – Português/Inglês pela UEPG, pós-graduada em Psicopedagogia Escolar e Arte na Educação pela FAPI e em Educação Especial pela Facuminas. Atua com produção de conteúdo, revisão, redação SEO e escrita para web desde 2018.





