A saúde mental na juventude é um dos temas mais potentes e atuais para redações do Enem e concursos no Brasil. Trata se de um assunto que une urgência social, dados concretos e possibilidade real de proposta de intervenção consistente.
Quem domina esse tema escreve com profundidade, demonstra repertório sociocultural e ainda revela sensibilidade social. E isso, em provas discursivas, pesa muito.
Não é coincidência que debates sobre ansiedade, depressão, pressão acadêmica e impacto das redes sociais estejam cada vez mais presentes em salas de aula, reportagens e políticas públicas. O estudante que entende esse cenário sai na frente.
Por que a saúde mental na juventude se tornou um tema central nas discussões educacionais
A juventude brasileira enfrenta uma combinação intensa de pressões. Exigência por desempenho escolar, incerteza profissional, comparações constantes nas redes sociais e, em muitos casos, vulnerabilidade social.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, os transtornos mentais estão entre as principais causas de adoecimento entre jovens no mundo. Depressão e ansiedade aparecem como destaque nesse cenário, afetando rendimento escolar e relações sociais.
No Brasil, o debate ganhou força após a pandemia, quando o isolamento expôs fragilidades emocionais e ampliou quadros de sofrimento psíquico. Escolas e universidades passaram a discutir acolhimento, escuta ativa e políticas de apoio.
Em provas como o Enem, temas ligados à juventude costumam aparecer porque dialogam com direitos fundamentais, cidadania e políticas públicas. Falar sobre saúde mental na juventude permite articular Constituição, educação, família, Estado e mídia em um mesmo texto.
Como desenvolver o tema saúde mental na juventude na redação do Enem
Não basta citar ansiedade e pressão escolar. É preciso estruturar o argumento com clareza.
No Enem, a redação exige cinco competências. Ao tratar de saúde mental na juventude, é possível atender a todas elas com estratégia.
Primeiro, delimite o problema. Em vez de escrever de forma ampla, você pode iniciar assim:
“A negligência histórica em relação à saúde mental na juventude evidencia falhas estruturais no sistema educacional e nas políticas públicas brasileiras.”
Perceba que a frase já aponta causa e consequência. Isso demonstra maturidade argumentativa.
Depois, desenvolva os fatores. Um parágrafo pode abordar a pressão por desempenho e o culto à produtividade. Outro pode tratar da influência das redes sociais na construção de padrões inalcançáveis.
Exemplo de desenvolvimento:
“Em uma sociedade que valoriza resultados acima do bem estar, jovens internalizam a ideia de que fracassar academicamente significa fracassar como indivíduo, o que intensifica quadros de ansiedade e insegurança.”
Neste caso, há análise social, não apenas opinião.
Repertório sociocultural que fortalece o argumento
Repertório não é enfeite. Ele precisa dialogar com o tema.
Você pode citar a Constituição Federal de 1988, que garante o direito à saúde como dever do Estado. Isso abre espaço para discutir políticas públicas de atendimento psicológico nas escolas.
Outra possibilidade é mencionar o conceito de sociedade do desempenho, desenvolvido pelo filósofo Byung Chul Han, que discute o esgotamento mental em uma cultura orientada por produtividade constante.
Ao utilizar uma referência, explique. Não basta jogar o nome no texto.
Por exemplo:
“Como aponta o filósofo Byung Chul Han ao analisar a sociedade do desempenho, o excesso de cobrança individual transforma o sujeito em explorador de si mesmo, realidade que atinge diretamente adolescentes pressionados por metas e resultados.”
Assim, o repertório conversa com o argumento.
Como construir uma proposta de intervenção consistente
No Enem, a proposta de intervenção é decisiva. Ao abordar saúde mental na juventude, pense em ações viáveis e detalhadas.
Uma intervenção eficaz precisa apresentar agente, ação, meio e finalidade.
Exemplo:
“Cabe ao Ministério da Educação, em parceria com secretarias estaduais, ampliar o número de profissionais de psicologia nas escolas públicas, por meio de financiamento específico e concursos públicos, com o objetivo de oferecer atendimento preventivo e reduzir casos de adoecimento psíquico entre estudantes.”
Observe que há clareza sobre quem faz, como faz e para quê faz.
Evite soluções genéricas como “conscientizar a população”. Explique como essa conscientização ocorreria, por meio de campanhas, projetos pedagógicos ou formação docente.
Como adaptar o tema para concursos públicos
Em concursos, a abordagem pode variar. Algumas bancas exigem texto dissertativo argumentativo clássico. Outras pedem estudo de caso ou análise crítica.
A lógica permanece: delimitação clara, argumentos consistentes e articulação com políticas públicas.
Em provas da área policial, por exemplo, pode se discutir como a falta de assistência psicológica impacta jovens em situação de vulnerabilidade e aumenta a exposição à violência.
Em concursos para área educacional, o foco pode recair sobre a responsabilidade da escola na promoção do equilíbrio emocional.
Sempre observe o comando da questão. Se o tema for “Os desafios da saúde mental na juventude brasileira”, evite fugir para assuntos distantes, como saúde mental na terceira idade.
Erros comuns ao escrever sobre saúde mental na juventude
Um erro frequente é transformar a redação em relato pessoal. Embora experiências individuais sejam legítimas, a prova exige análise social.
Outro problema é romantizar o sofrimento, como se fosse parte inevitável do crescimento. A redação precisa problematizar, não naturalizar.
Também é inadequado usar termos técnicos sem domínio real do significado. Se mencionar transtornos específicos, tenha certeza de que sabe contextualizar.
Clareza vale mais do que complexidade forçada.
Perguntas frequentes sobre saúde mental na juventude em redações
Idealizadora do Escritora de Sucesso, formada em Letras – Português/ Inglês, busca expandir o conhecimento de todos com informações relevantes sobre empreendedorismo digital, ideias de negócios, dicas de português, inglês e redação.





