Repertório sobre meio ambiente com ideias prontas para sua redação

O repertório sobre meio ambiente é o que separa uma redação “ok” de uma redação que parece escrita por alguém que sabe do que está falando. E sim, dá raiva quando a gente tem opinião boa, mas trava na hora de citar uma referência decente.

O que é repertório sobre meio ambiente na prática?

Repertório não é enfeite. É fundamento. Na redação (ENEM e vestibulares), repertório serve para:

  • dar credibilidade ao argumento
  • mostrar visão de mundo (sem pedantismo)
  • ajudar a explicar causa e consequência
  • sustentar proposta de intervenção com lógica

E aqui vai o ponto que muita gente erra: repertório não é só “citação famosa”. Também vale:

  • dados e relatórios (ONU, IPCC, OMS, IBGE);
  • leis e políticas públicas (PNRS, Acordo de Paris);
  • casos reais (Mariana/Brumadinho, queimadas, crise hídrica);
  • conceitos (desenvolvimento sustentável, justiça ambiental, economia circular).

Quer uma regra rápida? Se a referência ajuda a provar algo e faz sentido no tema, ela é repertório.

Como escolher repertório que funciona em qualquer tema ambiental

A melhor estratégia é ter um “kit” versátil. Nós queremos repertório que encaixe em:

  • crise climática e eventos extremos;
  • desmatamento e queimadas;
  • lixo e reciclagem;
  • água e saneamento;
  • energia e matriz elétrica;
  • consumo, indústria e cidades.

Para isso, prefira repertório que tenha alcance amplo (ONU, IPCC, Constituição, PNRS) e repertório que dê foco humano (saúde, desigualdade, periferias).

Um macete que salva: ligue meio ambiente a gente de carne e osso. Quando você mostra que ambiente é economia, saúde e moradia, a redação cresce.

Veja também: Esqueleto de redação para qualquer tema

25 repertórios prontos para usar

1) ONU e Agenda 2030 (ODS)

Use quando o tema envolver metas, políticas públicas e responsabilidade coletiva.

  • Gancho: “Os ODS defendem consumo responsável, saneamento e ação climática”.

2) IPCC (painel do clima)

Ótimo para falar de aquecimento global e urgência científica.

  • Gancho: “Relatórios do IPCC apontam intensificação de extremos climáticos”.

3) Acordo de Paris

Encaixa em clima, energia, metas de redução.

  • Gancho: “Compromissos internacionais exigem redução de emissões”.

4) Constituição Federal (art. 225)

Repertório forte para dever do Estado e da sociedade.

  • Gancho: “A Constituição garante o direito ao meio ambiente equilibrado”.

5) PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos)

Perfeita para lixo, reciclagem e logística reversa.

  • Gancho: “A PNRS prevê responsabilidade compartilhada e destinação correta”.

6) Economia circular

Conceito coringa para consumo e indústria.

  • Gancho: “Produzir, reaproveitar e reduzir desperdício”.

7) Justiça ambiental

Mostra maturidade: impactos não atingem todos igual.

  • Gancho: “Quem sofre mais é quem tem menos proteção e infraestrutura”.

8) Saneamento básico e saúde pública

Liga ambiente a doença, dignidade e desigualdade.

  • Gancho: “Sem saneamento, poluição vira problema de saúde”.

9) Desastres de Mariana e Brumadinho

Este repertório sobre meio ambiente é interessante para mineração, fiscalização e risco tecnológico.

  • Gancho: “Tragédias evidenciam falhas de controle e prevenção”.

10) Queimadas e desmatamento

Serve para biodiversidade, clima e economia.

  • Gancho: “Queimadas afetam clima, solo, fauna e qualidade do ar”.

11) Crise hídrica

Use para água, energia e planejamento urbano.

  • Gancho: “Escassez expõe falta de gestão e desperdício”.

12) Efeito estufa

Use quando precisa didatizar.

  • Gancho: “Gases retêm calor e alteram padrões climáticos”.

13) Transição energética

Para discutir petróleo, renováveis, empregos e custo.

  • Gancho: “Trocar matriz não é moda: é estratégia econômica e ambiental”.

14) Matriz energética brasileira

Ajuda em propostas realistas.

  • Gancho: “Diversificar fontes reduz risco e emissões”.

15) Cidades e mobilidade

Ambiente também é ônibus, carro e ar.

  • Gancho: “Mobilidade sustentável reduz poluição e melhora qualidade de vida”.

16) Ilhas de calor urbanas

Excelente para clima nas cidades.

  • Gancho: “Asfalto e falta de verde elevam temperaturas locais”.

17) Agricultura e uso do solo

Fala de água, agrotóxicos, produtividade e preservação.

  • Gancho: “Produção precisa equilibrar renda e conservação”.

18) Biodiversidade como patrimônio

Para fauna, flora, biomas, educação ambiental.

  • Gancho: “Perder espécies é perder estabilidade ecológica”.

19) Microplásticos

Ótimo para consumo e poluição invisível.

  • Gancho: “Plástico fragmenta, entra na cadeia alimentar e permanece”.

20) Consumo consciente

Coringa para responsabilidade individual sem jogar culpa só na pessoa.

  • Gancho: “Consumo é escolha, mas também é mercado e política”.

21) ESG (com cuidado)

Use como linguagem do mundo corporativo, sem romantizar.

  • Gancho: “Pressão por práticas ambientais afeta investimento e reputação”.

22) Educação ambiental

Funciona em propostas e prevenção.

  • Gancho: “Mudança de hábito depende de informação e prática”.

23) Fiscalização e governança

Serve para crimes ambientais e políticas públicas.

  • Gancho: “Sem fiscalização, a lei vira decoração”.

24) Tecnologia ambiental (monitoramento, satélites, sensores)

Ajuda a propor ações concretas.

  • Gancho: “Tecnologia melhora controle e transparência”.

25) Cultura do descarte

Ideia forte para crítica social.

  • Gancho: “A lógica do ‘usar e jogar fora’ vira lixo e desigualdade”.

Veja também: Repertório para desigualdade social com referências prontas

Como encaixar repertório sem ficar artificial

Você não precisa jogar referência no texto como quem joga sal na comida: sem olhar. O encaixe bom tem três passos:

  • Afirmação: diga a ideia;
  • Sustentação: traga o repertório;
  • Amarração: explique por que aquilo prova seu ponto.

Exemplo rápido (bem modelo ENEM):

Afirmação: A crise climática piora a vida nas cidades.
Sustentação: Relatórios científicos do IPCC indicam aumento de eventos extremos.
Amarração: Isso pressiona saneamento, saúde e infraestrutura urbana, sobretudo em áreas vulneráveis.

Percebe? O repertório não aparece sozinho. Ele trabalha para o argumento.

Repertório “coringa” para proposta de intervenção (sem delírio)

Quando chega na intervenção, o repertório sobre meio ambiente ajuda a não inventar solução mágica. Aposte em agentes e ações plausíveis:

  • Estado (município/estado/União): fiscalização, políticas, incentivos, infraestrutura;
  • escolas: educação ambiental, projetos práticos;
  • empresas: logística reversa, metas de redução, transparência;
  • mídia e plataformas: campanhas, informação, pressão pública;
  • sociedade civil: ONGs, conselhos, coletivos locais.

Repertórios que combinam muito com intervenção:

  • Constituição (art. 225) para justificar dever;
  • PNRS para falar de resíduos;
  • ODS/Agenda 2030 para mostrar metas e direção.

Um repertório mais “filosófico” sem virar palestra

Aqui entra a parte que muita gente pede: “posso citar autor clássico?” Pode, mas com responsabilidade.

O que Karl Marx fala sobre o meio ambiente?

Karl Marx não escreveu um “manual ecológico”, mas dá para usar uma ideia bem presente no pensamento dele: a crítica ao modo de produção que transforma natureza em recurso e lucro, muitas vezes ignorando consequências sociais.

Como encaixar sem exagero:

  • Use Marx para discutir produção e consumo, exploração de recursos, e como decisões econômicas moldam o ambiente.
  • Conecte com desigualdade: quem lucra nem sempre é quem paga a conta ambiental.

Frase de apoio (sem precisar colocar aspas de efeito):

  • “A crítica marxista ao capitalismo ajuda a explicar por que a busca por lucro pode acelerar degradação ambiental e ampliar desigualdades.”

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citação de paulo freire redação

 
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O que Milton Santos fala sobre meio ambiente?

Milton Santos é excelente para discutir espaço, cidade e desigualdade. Ele analisou como a globalização e a organização do território criam benefícios para alguns e problemas para outros.

Como encaixar:

  • Em temas de cidade: “A forma como o território é organizado define quem tem acesso a água, saneamento e áreas verdes.”
  • Em temas de desigualdade: “Problemas ambientais atingem mais quem vive em áreas com menos infraestrutura.”

Uma ideia que funciona:

  • “A leitura de Milton Santos sobre o território ajuda a entender que meio ambiente também é questão social e urbana.”

O que citar sobre meio ambiente quando o tema é genérico?

Quando o tema vem amplo (tipo “preservação ambiental”), você precisa de repertório amplo também. Três combinações quase imbatíveis:

  • Constituição + IPCC + justiça ambiental
  • ODS + saneamento + economia circular
  • PNRS + consumo consciente + microplásticos

E uma dica de ouro: escolha um recorte. Meio ambiente é grande demais. Você ganha força quando define: lixo? clima? água? cidade? energia?

Veja também: Redação pronta sobre meio ambiente 30 linhas

Perguntas frequentes de repertório sobre meio ambiente

Qual repertório usar na redação sobre meio ambiente?

Use repertório que sustente argumento e intervenção. Os mais fortes e versáteis são: Constituição (art. 225), PNRS (resíduos), ODS/Agenda 2030 (metas), IPCC (clima) e exemplos reais como crises hídricas, queimadas e desastres ambientais. Para deixar mais humano, conecte com saúde pública, saneamento e desigualdade.

O que Karl Marx fala sobre o meio ambiente?

Marx ajuda a discutir a relação entre produção, lucro e exploração de recursos naturais. A ideia central, aplicada ao tema ambiental, é que um sistema econômico que prioriza crescimento e lucro pode estimular degradação ambiental e aprofundar desigualdades, já que os impactos costumam cair mais forte sobre populações vulneráveis.

O que citar sobre meio ambiente?

Cite fontes e referências amplas e reconhecidas: ONU (ODS), IPCC, Acordo de Paris, Constituição Federal, PNRS, além de exemplos concretos (queimadas, crises hídricas, desastres ambientais). Se quiser trazer repertório sociológico/geográfico, cite autores como Milton Santos para falar de território e desigualdade.

O que Milton Santos fala sobre meio ambiente?

Milton Santos relaciona o território com a vida social. Aplicado ao meio ambiente, ele ajuda a mostrar que problemas ambientais não são “naturais” apenas: eles têm ligação com planejamento urbano, infraestrutura, desigualdade e escolhas políticas. Em linguagem direta: o território é organizado de um jeito que protege alguns e expõe outros.

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