O repertório sobre educação segue sendo um dos pilares mais seguros para uma redação bem avaliada em 2026. A educação aparece como causa, consequência ou solução em temas sobre desigualdade, cidadania, tecnologia, democracia, violência e exclusão social. Quem domina esse repertório consegue argumentar com profundidade e fugir do senso comum.
Mais do que citar nomes, o que faz diferença é entender como a educação é pensada por filósofos, escritores e estudiosos e usar essas ideias para sustentar argumentos. É isso que transforma o repertório em ferramenta real de pontuação.
Educação como base da formação social
Émile Durkheim defendia que a educação tem a função de preparar o indivíduo para viver em sociedade. Para ele, a escola não forma apenas intelectualmente, mas socialmente, transmitindo valores, normas e formas de convivência coletiva.
Esse repertório sobre educação funciona muito bem em temas ligados à cidadania, respeito às leis, convivência social e democracia. Quando a formação educacional falha, surgem dificuldades na construção do senso coletivo e da responsabilidade social.
A educação, nesse sentido, não é individual. Ela é social.
Educação e pensamento crítico
Paulo Freire é um dos nomes mais fortes quando se fala em repertório sobre educação. Sua crítica à educação mecânica mostra que ensinar não deve ser apenas transmitir conteúdos, mas formar sujeitos críticos, capazes de compreender e transformar a realidade.
Esse repertório é extremamente útil em temas sobre desigualdade, participação política, fake news e manipulação da informação. A ausência de uma educação crítica torna a população mais vulnerável a discursos prontos e à desinformação.
Educar, para Freire, é libertar pelo pensamento.
Educação e desenvolvimento do indivíduo
Jean Piaget contribui para o repertório sobre educação ao explicar que o conhecimento é construído ativamente pelo sujeito, a partir da interação com o meio. O aprendizado não acontece de forma passiva.
Esse repertório funciona bem em temas sobre infância, ensino básico e métodos educacionais. Ele reforça a ideia de que o desenvolvimento intelectual depende de estímulos adequados e experiências significativas.
Aprender é construir, não apenas receber.
Educação, aprendizagem e interação social
Lev Vygotsky amplia esse debate ao afirmar que a aprendizagem acontece primeiro no plano social. É na interação com o outro que o indivíduo desenvolve suas capacidades cognitivas.
Esse repertório sobre educação é ideal para discutir desigualdade educacional, papel da escola e importância do professor. Quando o acesso à mediação pedagógica é desigual, o desenvolvimento também se torna desigual.
A educação não acontece no isolamento.
Educação e desigualdade social
Pierre Bourdieu é essencial para aprofundar a análise crítica da educação. Ele mostra que a escola, muitas vezes, não reduz desigualdades, mas as reproduz, favorecendo quem já possui maior capital cultural.
Esse repertório é muito eficaz em temas sobre meritocracia, acesso ao ensino superior e desigualdade de oportunidades. Ele ajuda a desmontar a ideia de que esforço individual explica tudo.
A desigualdade educacional é estrutural, não pessoal.
Educação como responsabilidade ética
Hannah Arendt traz uma reflexão poderosa ao afirmar que educar é assumir responsabilidade pelo mundo e pelas novas gerações. A educação não é apenas técnica, mas ética.
Esse repertório sobre educação se encaixa bem em temas que envolvem valores, convivência social e formação moral. Quando a educação falha, a sociedade também falha em preparar indivíduos para lidar com o mundo comum.
Educar é assumir compromisso com o futuro.
Educação e crítica social na literatura
A literatura brasileira também oferece repertório forte sobre educação. Machado de Assis, ao retratar as contradições sociais, evidencia como a desigualdade educacional reflete e mantém privilégios.
Esse repertório funciona quando o tema envolve exclusão social, elite intelectual e acesso desigual ao conhecimento. A crítica machadiana mostra que a educação sempre esteve ligada ao poder.
Quem detém o saber detém influência.
Educação e exclusão social
Graciliano Ramos contribui ao mostrar personagens marcados pela pobreza, pela falta de acesso à educação e pela exclusão estrutural. Sua obra evidencia como a ausência de formação educacional limita escolhas e perpetua ciclos de miséria.
Esse repertório sobre educação é eficaz em temas sobre pobreza, abandono escolar e marginalização social. Ele humaniza o argumento e amplia a análise social.
A falta de educação não é escolha, é consequência.
Educação, leitura e formação intelectual
Monteiro Lobato defendia a leitura como base da formação intelectual. Para ele, o acesso aos livros amplia horizontes, estimula o pensamento e fortalece a autonomia intelectual.
Esse repertório se encaixa bem em temas sobre incentivo à leitura, infância e formação cultural. A ausência de políticas de leitura impacta diretamente o desenvolvimento educacional.
Ler é formar pensamento.
Educação e manipulação da informação
George Orwell oferece um repertório poderoso ao mostrar como a falta de pensamento crítico favorece o controle ideológico. Suas obras alertam para os riscos de uma sociedade que não questiona.
Esse repertório sobre educação é muito atual em temas sobre fake news, mídia e democracia. Sem educação crítica, a verdade se torna frágil.
Educar é proteger contra a manipulação.
Educação pública e democracia
Anísio Teixeira defendia a educação pública como base da democracia. Para ele, não há democracia real sem acesso universal à educação de qualidade.
Esse repertório funciona muito bem em temas sobre políticas públicas, direitos sociais e papel do Estado. Educação não é privilégio, é condição democrática.
Democracia sem educação é discurso vazio.
Educação em um mundo complexo
Edgar Morin contribui ao afirmar que a educação deve preparar o indivíduo para compreender a complexidade do mundo. Pensar de forma fragmentada não dá conta dos problemas atuais.
Esse repertório sobre educação se aplica a temas contemporâneos, como tecnologia, globalização e desafios sociais. A educação precisa integrar saberes, não separá-los.
O mundo exige pensamento complexo.
Educação e modernidade
Zygmunt Bauman ajuda a pensar a educação em uma sociedade marcada por mudanças rápidas e instabilidade. A formação educacional precisa acompanhar essa fluidez.
Esse repertório funciona bem em temas sobre tecnologia, trabalho e relações sociais. A educação que não se atualiza perde sua função social.
Ensinar também é adaptar.

Como usar esse repertório na redação?
O repertório sobre educação deve ser usado como sustentação do argumento, não como enfeite. Um nome bem explicado vale mais do que vários citados sem conexão. Essa é a ideia principal do Repertórios Coringas para Redação do ENEM.
O ideal é escolher um pensador ou escritor por parágrafo e relacionar diretamente sua ideia ao tema da proposta.
Repertório bom é aquele que fortalece o raciocínio.
Educação como eixo central do debate social
Em 2026, o repertório sobre educação continua sendo um dos mais estratégicos para redação. Ele dialoga com quase todos os temas e permite análises profundas, críticas e bem fundamentadas.
Dominar esse repertório é dominar uma das ferramentas mais poderosas da escrita argumentativa. Mais do que citar autores, é entender o que eles dizem sobre educar, formar e transformar a sociedade.
E isso, sim, faz diferença na nota.