Concluir o ensino médio pelo Enem ou Encceja é possível, sim, e a escolha certa entre as duas opções costuma depender de uma pergunta bem objetiva: a meta é apenas o certificado ou também aproveitar a prova para entrar na faculdade? Quando essa resposta fica clara, o caminho fica mais curto e com menos retrabalho.
Para muita gente, a parte mais frustrante não é estudar. É fazer a prova certa e depois descobrir que marcou a opção errada na inscrição, não atingiu a nota mínima em uma área específica ou pediu o certificado no lugar errado. E aí o tempo passa, a vaga de emprego aparece, o concurso abre, e o documento ainda não está na mão.
O que acontece é que dá para organizar tudo com lógica: entender para que serve cada exame, ver os requisitos, planejar a estratégia de notas e já saber onde solicitar o certificado quando os resultados saírem.
Por que esse tema voltou com força no Brasil, e por que tanta gente se confunde
Nos últimos anos, “certificação do ensino médio” deixou de ser um assunto restrito a quem estava há muito tempo fora da escola. Hoje ele aparece em três cenários bem comuns: pessoas que precisam do diploma para assumir um emprego, candidatos que querem destravar concursos que exigem escolaridade mínima e adultos que decidiram retomar planos antigos com um caminho mais direto.
A confusão começa porque Enem e Encceja parecem a mesma coisa para quem olha de longe. Ambos têm provas, ambos dão notas, ambos são nacionais. Só que o objetivo principal é diferente, e isso muda o jeito de se inscrever, a exigência de pontuação e até o lugar onde o certificado é solicitado.
A certificação pelo Enem, que tinha sido descontinuada anos atrás, voltou a existir a partir da edição de 2025, segundo comunicado do Inep. Isso fez o assunto reaparecer com força, e junto voltou uma enxurrada de dúvidas práticas.
Concluir o ensino médio pelo Enem ou Encceja?
Encceja, quando a meta é certificação e pronto
O Encceja é um exame pensado exatamente para certificar competências de jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade regular. Para ensino médio, a exigência de idade mínima é de 18 anos na data da prova.
Na prática, ele costuma ser a rota mais direta para quem quer exclusivamente o certificado. Outra vantagem é que, se a pessoa não alcançar a nota mínima em uma das áreas, pode ficar com uma declaração parcial e tentar novamente só o que faltou em outra edição, juntando resultados.
Ponto de atenção: no Encceja, não basta “ir bem no geral”. Existe corte por área e também na redação. Em notícias de resultados e orientações oficiais, aparece a referência de mínimo de 100 pontos em cada prova objetiva e nota igual ou acima de 5 na redação para estar apto a solicitar a certificação.
Enem, quando a certificação pode vir junto com outras portas
O Enem é conhecido como porta de entrada para a educação superior, mas a certificação do ensino médio voltou a ser possível a partir de 2025, desde que a pessoa cumpra os critérios e indique, no momento da inscrição, o interesse em obter o certificado, além de selecionar uma unidade certificadora quando isso for solicitado no processo.
A exigência de idade mínima segue a lógica de 18 anos completos na data da primeira prova. E também há nota mínima por área e na redação. Em serviços de orientação sobre a certificação via Enem em páginas oficiais do governo, aparecem os parâmetros de pelo menos 450 pontos em cada área e pelo menos 500 na redação.
Na vida real, isso significa o seguinte: quem já iria fazer Enem para tentar faculdade pode, se estiver dentro do perfil e marcar tudo corretamente, aproveitar o resultado também para concluir o ensino médio. Só que aqui o risco de erro burocrático costuma ser maior, porque a certificação depende de escolhas feitas no ato da inscrição e do caminho de solicitação depois.
Como usar isso na prática para não perder tempo, e para sair com o certificado na mão
A estratégia mais segura começa antes da inscrição, não depois do resultado.
Primeiro, vale definir o objetivo principal. Se a prioridade é conseguir o diploma rápido para apresentar em trabalho ou concurso, o Encceja tende a ser o caminho mais direto. Isto porque ele nasce para isso e já tem a lógica de certificação e de aproveitamento por áreas.
Várias finalidades?
Se a prioridade é usar a mesma prova para várias finalidades, o Enem pode fazer sentido. Ainda mais quando a pessoa também quer tentar SiSU, ProUni ou outras seleções, e ao mesmo tempo precisa destravar a escolaridade.
Mas aqui não existe espaço para “depois eu vejo isso”: é na inscrição que se indica o interesse na certificação, e é isso que destrava o pedido mais adiante.
Corte por área
Depois vem o ponto que mais derruba gente bem intencionada: o corte por área. Não é um boletim único. Cada conjunto de conhecimentos precisa bater a nota mínima. Por isso, estudar por prova anterior e entender o formato da redação muda tudo. Porque a redação costuma ser o gargalo de quem ficou anos sem escrever textos longos.
No Encceja, a certificação é solicitada nas instituições certificadoras definidas pelas regras do exame e pelos órgãos responsáveis. A lógica de declaração parcial existe para quem ainda não fechou todas as áreas. Já no Enem, há fluxos de solicitação vinculados a unidades certificadoras e serviços orientando etapas, o que reforça a importância de ter escolhido corretamente as opções na inscrição.
Um cuidado prático que evita dor de cabeça é guardar, em um lugar só, os dados de inscrição, o comprovante, o CPF usado no cadastro e as telas ou recibos de escolhas relacionadas à certificação. Parece detalhe, mas é o tipo de detalhe que salva quando surge uma pendência.
Veja também: Se zerar a redação do Enem é desclassificado: como funciona a correção e quais situações derrubam a redação para zero
Perguntas frequentes sobre concluir o ensino médio pelo Enem ou Encceja
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