Encontrar os melhores argumentos sobre arquitetura hostil para o Enem é um desafio comum para quem deseja alcançar a tão sonhada nota 1000. Você sabe que o tema da exclusão urbana é recorrente nas provas, mas muitas vezes falta aquele repertório sociocultural matador para convencer o corretor.
O que é arquitetura hostil e por que ela cai no Enem?
Antes de partirmos para os argumentos, precisamos definir o conceito. A arquitetura hostil, também conhecida como “design defensivo”, consiste no uso de elementos construtivos para afastar pessoas de determinados espaços públicos.
Estamos falando de espetos em muretas, bancos de praça inclinados ou com divisórias, e a retirada de coberturas em pontos de ônibus. O objetivo é impedir que pessoas em situação de rua ou jovens utilizem esses locais para descanso ou lazer.
O Enem adora cobrar temas que envolvem a invisibilidade social e o papel do Estado na garantia de direitos básicos. A arquitetura hostil é a materialização da exclusão social no cimento, o que a torna um tema perfeito para uma proposta de redação sobre urbanização ou cidadania.
Argumentos sobre arquitetura hostil para o Enem: A higienização social
Um dos principais argumentos sobre arquitetura hostil para o Enem é a prática da higienização social urbana. Este conceito defende que as cidades tenham planejamento para um grupo seletivo, enquanto os indesejados são empurrados para as margens.
Você pode argumentar que, ao instalar obstáculos físicos, a administração pública e o setor privado não resolvem o problema da falta de moradia. Eles apenas “limpam” a vista da elite, deslocando a vulnerabilidade para lugares onde ela não seja vista.
Essa estratégia fere o princípio da dignidade da humanidade. Em vez de políticas públicas de acolhimento, o Estado utiliza o urbanismo como ferramenta de segregação. Esse é um ponto de partida sólido para o seu primeiro parágrafo de desenvolvimento.
A invisibilidade dos grupos vulneráveis
Quando falamos de argumentos sobre arquitetura hostil para o Enem, a invisibilidade é um tópico central. Ao tornar o espaço público desconfortável, a sociedade envia uma mensagem clara: certas pessoas não são bem-vindas na cidade.
Isso gera um ciclo de desumanização. Quando uma pessoa em situação de rua não consegue sequer sentar em um banco de praça, ela deixa de ser vista como um cidadão portador de direitos. Ela passa a ter tratamento como um “problema estético” a ter remoção.
Como dar autoridade ao texto com repertório sociocultural
Para conseguir uma nota alta na Competência 2 do Enem, você precisa de repertório legitimado. Não basta dizer que a arquitetura hostil é ruim; você precisa provar isso com base em outras áreas do conhecimento.
1# Milton Santos e o “Espaço do Cidadão”
O geógrafo brasileiro Milton Santos é uma escolha excelente. Ele afirmava que o espaço geográfico forma-se por um conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações.
Você pode usar Milton Santos para argumentar que a cidade deveria ser o “espaço do cidadão”, mas a arquitetura hostil a transforma em um “espaço do consumidor”. Se você não tem poder de compra ou não se encaixa no padrão estético, o espaço público deixa de ser seu.
Veja também: Repertório sociocultural para redação do ENEM
2# Adela Cortina e a Aporofobia
Um termo que cresceu muito nos últimos anos e é um dos melhores argumentos sobre arquitetura hostil para o Enem é a Aporofobia. O conceito, criado pela filósofa espanhola Adela Cortina, define o medo ou a rejeição aos pobres.
A arquitetura hostil é a manifestação física da aporofobia. Ao usar esse termo, você demonstra ao corretor que possui um vocabulário sofisticado e uma compreensão profunda das causas sociais do problema.
O papel do Estado e a Lei Padre Júlio Lancellotti
Você não pode escrever sobre este tema sem mencionar a Lei Padre Júlio Lancellotti (Lei 14.489/22). Essa legislação proíbe o uso de técnicas construtivas hostis em espaços livres de uso público no Brasil.
O nome da lei homenageia o padre que ficou famoso por quebrar pedras instaladas pela prefeitura de São Paulo sob um viaduto. Usar esse fato histórico como repertório dá uma força enorme para o seu texto.
Você pode argumentar que, apesar da existência da lei, a fiscalização é ineficiente. Muitas cidades continuam instalando dispositivos que ferem o direito à cidade, mostrando que a legislação, por si só, não muda a mentalidade segregadora da gestão urbana.
Impactos na saúde mental e no bem-estar social
Outro ângulo interessante para os seus argumentos sobre arquitetura hostil para o Enem é o impacto psicológico. O espaço urbano influencia diretamente como nos sentimos e como interagimos com os outros.
Cidades hostis geram cidadãos hostis. Quando o ambiente ao seu redor é projetado para expulsar e incomodar, o sentimento de coletividade e empatia desaparece. Isso cria um ambiente de individualismo extremo, onde o conforto de poucos justifica o sofrimento de muitos.
Você pode conectar esse ponto com a ideia de “Modernidade Líquida” de Zygmunt Bauman, onde as relações humanas são frágeis e o espaço público perde sua função de encontro e diálogo.
Estruturando a proposta de intervenção
Para fechar o seu texto com chave de ouro, sua proposta de intervenção deve ter detalhes. No caso da arquitetura hostil, o foco deve estar na readequação dos espaços e em políticas de assistência social.
- Agente: Ministério das Cidades em parceria com as Prefeituras.
- Ação: Realizar auditorias em espaços públicos para remover elementos hostis e substituí-los por mobiliário urbano inclusivo.
- Meio/Modo: Através de verbas destinadas ao urbanismo social e parcerias com conselhos municipais de direitos humanos.
- Efeito: Garantir que a cidade cumpra sua função social, promovendo o acolhimento de todos os cidadãos, independentemente de sua condição econômica.
- Detalhamento: É essencial que essas ações sejam acompanhadas por programas de habitação popular para resolver a causa raiz da presença de pessoas em situação de rua.
Para garantir que você tenha sempre uma carta na manga, independentemente do tema que o Inep escolher, você precisa do conhecimento de repertórios coringas que sejam validados pelos corretores e fáceis de aplicar.
Se você quer parar de perder tempo tentando lembrar de uma citação e deseja ter a segurança de quem já começa a redação sabendo exatamente o que escrever, confira o nosso material exclusivo abaixo:

Perguntas comuns sobre argumentos sobre arquitetura hostil para o Enem
Quais são os argumentos para a arquitetura hostil?
Embora o foco da redação deva ser crítico, entender os argumentos de quem a utiliza ajuda a construir o contra-argumento. Os defensores alegam que essas medidas visam a segurança, a preservação do patrimônio e a prevenção de aglomerações em locais inadequados. No entanto, para o Enem, você deve refutar isso mostrando que a segurança não deve ter alcance através da exclusão humana, mas sim por políticas sociais efetivas.
Quais são os impactos da arquitetura hostil?
Os impactos incluem a marginalização extrema de pessoas em situação de rua, a desumanização do ambiente urbano e a restrição do direito à cidade. Além disso, ela afeta outros grupos, como idosos e pessoas com deficiência, que perdem locais de descanso, tornando a cidade um ambiente cansativo e excludente para todos.
Como o governo pode combater a arquitetura hostil?
O combate deve ocorrer em duas frentes: a legislativa e a executiva. O governo precisa aplicar rigorosamente a Lei Padre Júlio Lancellotti, fiscalizando e multando órgãos ou empresas que instalem barreiras hostis. Paralelamente, faz-se necessário investir em Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centro POP) e programas de moradia, atacando a raiz do problema.
O que fazer para acabar com a arquitetura hostil?
Para acabar com essa prática, é necessário uma mudança na gestão do planejamento urbano. Isso envolve a participação popular nas decisões sobre o design da cidade, a conscientização da sociedade civil sobre a aporofobia e a pressão popular para que o mobiliário urbano seja pensado para o bem-estar e não para a exclusão.
Idealizadora do Escritora de Sucesso, formada em Letras – Português/ Inglês, busca expandir o conhecimento de todos com informações relevantes sobre empreendedorismo digital, ideias de negócios, dicas de português, inglês e redação.





