O melhor repertório sobre fake news mistura conceito + exemplo real + efeito social. Isso cria argumento. E argumento bem sustentado é o que melhora nota, melhora credibilidade e qualquer conteúdo que precise convencer alguém.
O que conta como repertório sobre fake news?
Repertório é qualquer referência que sustenta uma ideia. No tema fake news, vale usar:
- autores e conceitos (filosofia, sociologia, comunicação);
- instituições e pesquisas (organizações de saúde, universidades, checagem);
- exemplos históricos e atuais (boatos, pânico moral, propaganda);
- termos técnicos úteis (desinformação, pós-verdade, bolha, viés).
O que não funciona: citação solta só para parecer inteligente. A referência precisa entrar no texto e trabalhar.
Por que fake news funciona tão bem?
Fake news costuma funcionar porque mexe com emoção, identidade e medo. Ela não disputa apenas “fato”, disputa pertencimento: “quem é do meu lado acredita nisso”. E é por isso que combater desinformação não é só jogar link de correção. Muitas vezes a pessoa não quer corrigir, quer confirmar o que já acredita.
Esse ponto é ótimo para redação porque permite discutir educação midiática, plataformas, responsabilidade social e saúde pública sem cair em generalização.
20 repertórios prontos e como encaixar no texto
1) Pós-verdade (Oxford Dictionaries)
O termo “pós-verdade” ficou famoso para descrever quando emoções e crenças pesam mais que fatos. Use para mostrar que o debate virou disputa de narrativa, não de evidência.
2) Bolhas informacionais e algoritmos
Plataformas tendem a entregar conteúdos parecidos com o que você já consome. Isso cria bolhas e reforça visões. Use para discutir tecnologia, polarização e radicalização.
3) Viés de confirmação (psicologia)
As pessoas buscam e aceitam mais fácil aquilo que confirma o que já pensam. Esse repertório explica por que uma mentira “confortável” cola.
4) “A mentira dá a volta ao mundo…” (atribuição popular)
Um repertório sobre fake news pode incluir essa frase conhecida, mas como autoria costuma ser disputada, use com cuidado: prefira dizer que é um ditado popular. A ideia serve para mostrar velocidade da desinformação.
5) Hannah Arendt e a fragilidade da verdade
Arendt analisou propaganda e manipulação em regimes autoritários e ajuda a discutir como a verdade pode ser atacada quando vira incômoda. Use para falar de ambiente político e erosão do debate público.
6) Walter Lippmann e a “opinião pública”
Lippmann discutiu como a opinião se forma por imagens mentais e mediação. Serve para explicar por que a percepção pode ser manipulada por mensagens repetidas.
7) Noam Chomsky e a crítica à propaganda
Chomsky é útil para discutir estruturas de influência e como mídia e poder podem moldar consenso. Use com equilíbrio, sem transformar o texto em manifesto.
8) UNESCO e educação midiática
A UNESCO trabalha forte com alfabetização midiática e informacional. Ótimo para propostas: ensinar checagem, leitura crítica e consumo consciente de informação.
9) Fact-checking (checagem de fatos)
Use como ferramenta social: agências e projetos de checagem ajudam a reduzir dano, mas não resolvem sozinhos. Isso abre espaço para discutir prevenção.
10) Infodemia
Em crises, como epidemias, surge excesso de informação ruim e boatos que atrapalham decisões. Esse repertório encaixa muito bem em temas de saúde.
11) Desinformação x misinformation
Desinformação é quando existe intenção de enganar; misinformation é informação errada sem intenção. Essa distinção melhora muito a precisão do texto.
12) Deepfakes e manipulação audiovisual
Hoje não é só texto falso. Vídeos e áudios manipulados aumentam o risco de golpes e difamação. Ótimo para discutir tecnologia e regulação.
13) Golpes digitais e engenharia social
Fake news também serve para golpe: links maliciosos, falsas promoções, falsos comunicados. Repertório excelente para temas de consumo e segurança.
14) Pânico moral
Boatos costumam criar “ameaças” exageradas para mobilizar medo e ódio. Esse conceito serve para discutir violência, preconceito e manipulação.
15) “Câmara de eco”
Quando a pessoa só escuta o que o grupo repete, tudo vira reforço. Use para explicar por que correção não entra.
16) Economia da atenção
Conteúdo que choca prende atenção. Plataformas e criadores competem por clique, e isso incentiva exagero. Ótimo para discutir monetização e responsabilidade.
17) Cultura do compartilhamento
Muita desinformação se espalha por impulso: “repasse urgente”. Use para puxar responsabilidade individual sem culpabilizar demais.
18) Autoridade falsa (o “especialista” inventado)
É comum usar jaleco, logo, gráficos e termos difíceis para parecer real. Esse repertório ajuda a ensinar o leitor a desconfiar do “visual científico”.
19) Boatos históricos (antes da internet)
Fake news não nasceu com rede social. Boatos sempre existiram; o que mudou foi a escala e a velocidade. Isso fortalece o argumento: problema antigo, ferramenta nova.
20) Democracia e confiança institucional
Desinformação corrói confiança em instituições, ciência e imprensa, o que prejudica decisões coletivas. Esse repertório fecha muito bem textos de redação.
Veja também: Repertório sobre educação para redação (2026)
Como usar repertório sobre fake news sem ficar artificial
O encaixe bom tem três passos, simples e eficientes:
- Faça a afirmação com clareza.
- Traga o repertório como sustentação.
- Explique a ligação em uma frase.
Exemplo: “A desinformação se espalha porque reforça crenças prévias. Isso se conecta ao viés de confirmação, já que as pessoas aceitam mais facilmente conteúdos que confirmam o que já pensam. Por isso, só corrigir o boato não basta: é preciso educação midiática e transparência das plataformas.”
Percebe? Nada de jogar nome no texto e sair correndo.
Ideias de proposta de intervenção para tema fake news
Para redações que pedem solução, o truque é propor algo praticável e bem amarrado: agente + ação + meio + finalidade.
Dá para usar ações como:
- educação midiática nas escolas (com checagem básica e leitura crítica);
- campanhas públicas em saúde e cidadania com linguagem simples;
- transparência e responsabilidade de plataformas (rotulagem, alcance, anúncios);
- incentivo a canais oficiais e fontes confiáveis;
- fortalecimento de projetos de checagem e parcerias com universidades.
Repertório coringa para encaixar em qualquer recorte
Se você quer um kit mínimo para nunca ficar sem referência, use este trio:
- pós-verdade para explicar o clima social;
- viés de confirmação para explicar o comportamento;
- bolhas/algoritmos para explicar a tecnologia.
Com isso, dá para argumentar em praticamente qualquer proposta sobre fake news.
Veja também: Repertório sociocultural para redação do ENEM
Quer ficar a par dos principais repertórios para a sua redação, sem precisar decorar? O material Repertórios Coringas para Redação do Enem é do Escritora de Sucesso e pode te ajudar a partir de agora.

Idealizadora do Escritora de Sucesso, formada em Letras – Português/ Inglês, busca expandir o conhecimento de todos com informações relevantes sobre empreendedorismo digital, ideias de negócios, dicas de português, inglês e redação.





