O que zera a redação do Enem é a dúvida que mais tira o sono de quem vai fazer a prova. E não é um exagero. Não importa se o texto estava “bonitinho”, com letra caprichada e palavras difíceis: se cair, então, em um erro eliminatório, a nota vai direto para zero. Não tem choro, nem revisão, nem segunda chance.
Mas uma excelente notícia para quem está estudando é que esses erros são claros, objetivos e totalmente evitáveis quando se sabe exatamente onde está o perigo.
1# Fuga total ao tema: o erro mais comum (e mais fatal)
Fuga total ao tema acontece quando o candidato escreve um texto que não responde ao problema proposto, mesmo que fale de algo “parecido”.
Exemplo clássico:
Se o tema é “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil” e, por isso, o texto fala apenas sobre religião, fé ou liberdade religiosa, sem discutir combate e intolerância, isso é fuga total.
E aqui não tem meio-termo. Não é “perde ponto”. É zera a redação do Enem.
Quer uma dica prática?
Antes de escrever qualquer linha, sublinhe mentalmente o núcleo do tema. Normalmente, assim, ele vem em forma de ação: combater, enfrentar, reduzir, garantir, promover.
Quem escreve sobre o assunto sem atacar o problema proposto está fora do jogo.
2# Não respeitar o gênero dissertativo-argumentativo
O Enem não pede criatividade literária. Ele quer argumentação. Isso significa que zera a redação do Enem se o texto for:
- Narração;
- Poema;
- Crônica;
- Carta;
- Texto em forma de relato pessoal;
- Letra de música;
- Qualquer coisa fora do modelo dissertativo-argumentativo.
Mesmo que o texto esteja bem escrito. Mesmo que a ideia seja boa. Ou que a gramática esteja correta. O corretor não avalia intenção. Ele vai avaliar o gênero textual.
Estrutura mínima obrigatória:
- Introdução com tese clara;
- Desenvolvimento com argumentos;
- Conclusão com proposta de intervenção.
Fugiu disso? Então o perigo é real.
3# Texto com menos de 8 linhas
Esse é objetivo e sem discussão.
Menos de 8 linhas escritas significa nota zero automática.
E atenção: Linhas copiadas dos textos motivadores não contam.
Ou seja, se o candidato escreve 10 linhas, mas 3 são cópia, sobram 7 linhas autorais. Resultado? Zero.
Por isso, não existe “texto curtinho estratégico”. Existe texto insuficiente, e ele elimina.
O ideal é trabalhar entre 25 e 30 linhas, não só para evitar zero, mas para ter espaço de argumentação real.
4# Copiar os textos motivadores (ou partes deles)
Esse erro engana muita gente.
Copiar trechos dos textos motivadores não zera automaticamente, mas essas linhas são desconsideradas pela correção.
O problema aparece quando:
- O texto é curto;
- A cópia ocupa boa parte da redação;
- Sobra menos de 8 linhas autorais.
Aí, sim, zera a redação do Enem.
O uso correto dos textos motivadores é:
- Parafrasear;
- Usar a ideia, não a frase;
- Integrar ao argumento.
Copiar palavra por palavra é pedir problema.
5# Inserir partes desconectadas do texto
Aqui entra uma lista que muita gente acha “lenda urbana”, mas é real.
Zera a redação do Enem se houver:
- Desenhos;
- Assinaturas;
- Recados ao corretor;
- Palavrões ou ofensas;
- Trechos de música, hino ou oração sem relação com o tema;
- Qualquer tentativa de identificação do candidato.
A folha de redação não é espaço de protesto, nem de brincadeira, nem de desabafo. Tudo que foge do texto argumentativo compromete a correção.
6# Desrespeitar os direitos humanos
Esse ponto gera confusão e medo exagerado.
Não é “opinião forte” que zera. É defender violência, exclusão ou discriminação.
Zera a redação do Enem, então, se o texto:
- Incentivar agressão física ou moral;
- Defender extermínio de grupos;
- Apoiar tortura, segregação ou preconceito;
- Negar direitos básicos a qualquer grupo social.
Crítica social é permitida. Discurso de ódio, não.
Dá para ser firme, crítico e argumentativo sem cruzar essa linha.
7# Inventar dados, pesquisas ou leis
“Segundo o IBGE, 90% da população…” Se esse dado não existir, o problema é sério.
Inventar dados compromete a credibilidade do argumento e pode, portanto, derrubar a nota drasticamente. Em alguns casos, dependendo do impacto no texto, pode sim levar à anulação.
O corretor tem acesso a referências e tabelas. Então, não é achismo.
Regra simples: Se não tem certeza absoluta, não inventa.
É melhor argumentar com lógica social do que com dado falso.
Pensando nisso, o Escritora de Sucesso preparou um material simples mas totalmente válido para quem busca melhorar seu repertório e saber como argumentar frente aos diversos temas possíveis de redação.

8# Tangenciar o tema: não zera, mas derruba
Aqui vale um alerta importante.
Tangenciamento não zera a redação do Enem, mas pode jogar a nota lá embaixo.
É quando o candidato:
- Fala do assunto geral;
- Mas não aprofunda o problema específico.
Por exemplo, falar de educação quando o tema é evasão escolar, sem focar na evasão.
Não é zero, mas também não é caminho seguro.
Por que tanta gente zera sem perceber?
Porque estuda redação como fórmula pronta e não como resposta a um problema.
O Enem não quer:
- Texto decorado;
- Frase bonita solta;
- Modelo engessado sem leitura de tema.
Ele quer:
- Leitura atenta;
- Argumentação coerente;
- Proposta de solução possível.
Quem entende isso sai na frente.
O resumo que salva a redação
Se quiser gravar uma coisa só, grava isso:
Zera a redação do Enem quem:
- Foge totalmente do tema;
- Não escreve no gênero dissertativo-argumentativo;
- Escreve menos de 8 linhas autorais;
- Copia textos motivadores em excesso;
- Insere elementos indevidos;
- Defende ideias que ferem os direitos humanos.
Todo o resto é técnica; e técnica se aprende.
E é exatamente por isso que muitos estudantes, depois de entender esses erros, procuram um método organizado, com exemplos reais, estruturas seguras e treino direcionado. Não para decorar, mas para não errar onde não pode.
Veja também: Esqueleto de redação para qualquer tema
Perguntas frequentes sobre o que zera a redação do Enem
Idealizadora do Escritora de Sucesso, formada em Letras – Português/ Inglês, busca expandir o conhecimento de todos com informações relevantes sobre empreendedorismo digital, ideias de negócios, dicas de português, inglês e redação.





