Maria Helena ingressou no curso aos 71 anos, em Guaxupé, Minas Gerais, e acrescentou uma nova graduação à trajetória que já incluía um doutorado pela Unicamp.
Maria Helena concluiu Direito aos 76 anos e foi aplaudida de pé durante a colação de grau. A cerimônia ocorreu em fevereiro de 2026, no Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé, o Unifeg, em Minas Gerais.
Ela já possuía doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) quando decidiu realizar outro desejo: estudar Direito. Aos 71 anos, voltou à rotina de uma graduação e percorreu os cinco anos até receber o novo diploma.
A história foi publicada pelo D24AM em 17 de março de 2026, depois que o vídeo da formatura ganhou repercussão. O registro mostra o reconhecimento dos presentes a uma conquista construída ao longo de vários anos.
Uma formatura aos 76 anos depois de cinco anos de estudo
A cena dos aplausos marca o encerramento de um compromisso assumido aos 71 anos. Entre a decisão de ingressar e a colação de grau, Maria Helena cumpriu o percurso universitário que a levou ao título de bacharel em Direito.
Esse intervalo ajuda a compreender a dimensão da escolha. Uma graduação ocupa espaço na agenda durante anos, envolve conteúdos diferentes a cada etapa e exige continuidade até a conclusão.
Para quem pensa em retomar os estudos, a duração costuma pesar na decisão. Na trajetória de Maria Helena, os cinco anos deixaram de ser apenas uma perspectiva distante e se transformaram em um curso concluído.
O vídeo registra o resultado desse percurso. A história que o antecede começa com a disposição de assumir novamente o lugar de estudante.
O doutorado em Educação veio antes do diploma em Direito
Um dos aspectos que diferenciam essa trajetória é a formação anterior. Maria Helena já havia alcançado o doutorado em Educação pela Unicamp, mas ainda tinha o desejo de cursar outra área.
Seu retorno à graduação permite olhar para os estudos como uma escolha que pode surgir em diferentes momentos da vida. Mesmo depois de uma formação acadêmica extensa, uma pessoa pode encontrar assuntos que deseja conhecer com profundidade.
Também há uma mudança no papel ocupado em sala de aula. Quem chega com experiência em determinado campo passa a aprender conceitos, vocabulário e formas de raciocínio próprios de outra área.

Ter uma trajetória consolidada e começar uma nova formação são experiências que podem caminhar juntas. O conhecimento anterior acompanha o estudante, enquanto o novo curso apresenta questões que exigem estudo desde os fundamentos.
Aprender ao longo da vida pode ter objetivos diferentes
A história de Maria Helena abre espaço para uma pergunta relevante: o que leva alguém a buscar outro diploma depois de tantos anos de formação?
No caso dela, o desejo de concluir Direito orientou a escolha. Para outros adultos, a motivação pode ser aprofundar um interesse, desenvolver um projeto, explorar uma área profissional ou realizar uma vontade adiada.
Identificar esse objetivo ajuda a escolher o tipo de estudo. Uma graduação atende a quem busca uma formação ampla e estruturada em determinada área. Já uma atividade de extensão ou um curso sobre um tema específico pode servir a uma curiosidade mais delimitada.
Por exemplo, alguém interessado em compreender melhor um assunto pode começar por uma formação breve. Quem deseja estudar todo um campo precisa examinar o percurso completo, suas disciplinas e suas exigências.
Essas possibilidades permitem transformar a vontade de aprender em uma decisão compatível com o que se pretende alcançar.
O que observar antes de começar outra graduação
Para o leitor que se reconhece nesse desejo, um primeiro passo concreto é consultar a matriz curricular do curso pretendido. Ela permite conhecer as disciplinas e avaliar se o conteúdo corresponde à expectativa criada pelo nome da graduação.
Depois, convém verificar horários, duração, atividades presenciais, formas de avaliação e eventuais estágios. Essas informações ajudam a visualizar como a formação se encaixaria na rotina.
Uma maneira prática de fazer essa análise é montar uma semana de exemplo, reservando tempo para:
- Assistir às aulas e realizar deslocamentos.
- Ler os materiais indicados pelos professores.
- Preparar trabalhos e revisar conteúdos.
- Manter os demais compromissos pessoais.
Também vale conversar com a instituição sobre os recursos de apoio disponíveis aos estudantes. Conhecer a organização do curso antes da matrícula torna o planejamento mais concreto.
Um novo começo que merece espaço na própria história
Retomar os estudos depois de uma longa trajetória envolve reconhecer o que ainda se deseja aprender. Esse interesse merece ser examinado com atenção, junto das condições necessárias para sustentá-lo.
A experiência de Maria Helena oferece um ponto de partida para essa reflexão: um objetivo acadêmico pode continuar fazendo sentido depois de outras conquistas. Para quem guarda um desejo semelhante, pesquisar o curso e entender sua rotina já permite sair da ideia abstrata e avaliar uma possibilidade real.
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Co-produtora de conteúdos para o Escritora de Sucesso, estudante de Biomedicina, é apaixonada pelo universo digital e escreve para diversos portais. Em sua jornada acadêmica, imergiu pelo universo da Literatura e da Linguística ao ingressar no curso de Letras – Português/ Espanhol. Com essa experiência, aplica seu conhecimento em blogposts. É também oraculista e escreve em seu próprio site Oráculo de Odara.





